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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Resenha: O Louco, a Caixa e o Homem


Um estranho carregando uma caixa aborda um homem apressado em seguir seu caminho para uma festa. Tudo se torna um tanto quanto complicado e confuso quando um diálogo entre eles têm início a partir da seguinte pergunta:

“Com licença, saberia me informar para onde estou indo?”

E vou tentando encontrar um caminho para seguir, que eu comprei esse gibi de capa estranha. Sem título, sem nome dos autores apenas com uma caixa desenhada com um dedão à mostra.

E essa capa me fascinava toda vez que eu entrava na livraria, foi quase dois meses de pura agonia.

O que será que o gibi me guardava? O seria de mim se não me arriscar e comprar ele livro antes de morrer?

Com certeza seria muito cruel e horrível morrer sem saber o que se escondia naquelas páginas. Tomei coragem. Estufei o peito. Engrossei a voz e disse:
Autógrafo do roteirista Daniel Esteves
-Ahh... Oi, por favor, vou levar esse gibi aqui. Quanto é?

Paguei e fui-me embora. Cheguei à minha casa e abri o livro. E... ao ler... AHHHHHHH!
Que fantástico!

Que leitura prazerosa!

Uma história com diálogos incríveis! Coisa de doido! Ou melhor, de Louco!

Daniel Esteves manda muito bem em texto. Com disse, os diálogos são o ponto é o que mais impressiona nesse gibi. Rápido, inteligente e cheio de referências para quem conhece e acompanha as publicações de gibis nacionais independentes.

E ao ler esse gibi, tenha em mente uma famosa dupla de um bairro chamado Limoeiro. Fica a dica!
Agora, se o texto de Esteves é um ponto forte, a arte de Will é tanto forte quanto! E Louca também.

Até o autógrafo do desenhista Will é Louco!
Com um clima cyberpunk e uns enquadramentos fantásticos, sua narrativa é encantadora e uma bela aula de arte.


Então, não se preocupe e, principalmente não sofra como eu sofri. Esqueça a lucidez e abra sua mente. Seja louco e leia esse gibi! 


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