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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Resenha: Banner

Atormentado por seu alter ego, Bruce Banner não tem onde se esconder. E, para qualquer lugar que vá, a destruição desencadeada pelo Hulk o acompanha, arruinando vidas e destruindo cidades no caminho. Tendo localizado a monstruosidade no deserto do Novo México, o Doutor Samson, o agente do governo fortalecido por radiação gama, prepara suas tropas para um confronto cataclísmico. No entanto, ele parece não ser o único interessado na extinção da fera, já que Bruce também deseja se livrar da maldição de uma vez por todas!

Como seria a última história do Gigante Esmeralda da Marvel?

Essa pergunta provavelmente pousou na cabeça careca do escritor Brian Azzarello enquanto ele escrevia essa incrível história.

Azzarello explorou de forma até então pouco vista o lado psicológico do Dr. Bruce Banner. Do humano frágil que existe por trás da monstruosidade verde chamada Hulk. Do humano que acorda ao meio de um desastre sem se lembrar de nada, porém sabe que a culpa é sua. Foi ele que matou todos os inocentes ali entre os destroços.

E, tudo nessa história ganhar uma proporção maior na impressionante e assustadora arte de Richard Corben. Um grande ponto positivo ao escolher alguém que é especialista em desenhar monstros. E o Hulk não é nada mesmo do que um grande monstro descontrolado e devastador por onde passa.

A representação do Hulk e de Banner pela arte de Corben é fantástica. Seu Hulk é feio e horroroso. E seu Banner é pequeno e frágil. E muito parecido com Robert Crumb.

O complexo de O Médico e o Monstro é algo que acompanha as histórias do Hulk desde a sua criação, mas são poucos os escritores que conseguem trabalhar bem com o personagem sem ser apenas um descontrolado monstro.

E o texto ganha muito com a arte monstruosa (sem trocadilhos) de Corben, seu Hulk é desproporcional por tanta força contida dentro de si, mas o seu olhar é perdido por não saber o que fazer direito.
Uma história digna para Gigante Esmeralda.

Adorei que o título da história é Banner invés de Hulk.


Se todo personagem tem sua última história, por que não o pequeno ser que se tornou uma arma descontrolável não teria?

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