Atormentado por seu alter ego, Bruce
Banner não tem onde se esconder. E, para qualquer lugar que vá, a
destruição desencadeada pelo Hulk o acompanha, arruinando
vidas e destruindo cidades no caminho. Tendo localizado a monstruosidade no
deserto do Novo México, o Doutor Samson, o agente do governo
fortalecido por radiação gama, prepara suas tropas para um confronto
cataclísmico. No entanto, ele parece não ser o único interessado na extinção da
fera, já que Bruce também deseja se livrar da maldição de uma vez por todas!
Como seria a última história do Gigante Esmeralda da
Marvel?
Essa pergunta provavelmente pousou na cabeça careca
do escritor Brian Azzarello enquanto ele escrevia essa incrível história.
Azzarello explorou de forma até então pouco vista o
lado psicológico do Dr. Bruce Banner. Do humano frágil que existe por trás da
monstruosidade verde chamada Hulk. Do humano que acorda ao meio de um desastre
sem se lembrar de nada, porém sabe que a culpa é sua. Foi ele que matou todos
os inocentes ali entre os destroços.
E, tudo nessa história ganhar uma proporção maior na
impressionante e assustadora arte de Richard Corben. Um grande ponto positivo
ao escolher alguém que é especialista em desenhar monstros. E o Hulk não é nada
mesmo do que um grande monstro descontrolado e devastador por onde passa.
A representação do Hulk e de Banner pela arte de
Corben é fantástica. Seu Hulk é feio e horroroso. E seu Banner é pequeno e
frágil. E muito parecido com Robert Crumb.
O complexo de O Médico e o Monstro é algo que
acompanha as histórias do Hulk desde a sua criação, mas são poucos os
escritores que conseguem trabalhar bem com o personagem sem ser apenas um
descontrolado monstro.
E o texto ganha muito com a arte monstruosa (sem
trocadilhos) de Corben, seu Hulk é desproporcional por tanta força contida
dentro de si, mas o seu olhar é perdido por não saber o que fazer direito.
Uma história digna para Gigante Esmeralda.
Adorei que o título da história é Banner invés de
Hulk.
Se todo personagem tem sua última história, por que
não o pequeno ser que se tornou uma arma descontrolável não teria?
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