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domingo, 8 de dezembro de 2013

Resenha: Nêmesis

Batman é você?

Ele é um filho do privilégio, herdeiro de bilhões após a morte de seus pais. Possui uma frota de carros de luxo, um hangar cheio de aviões e incontáveis traquitanas tecnológicas ao seu dispor. Trajando uma máscara e uma longa capa esvoaçante, ele é um homem de branco lutando incansavelmente pela causa em que acredita. Mas, se você pensa que Mark Millar e Steve McNiven estão contando uma história que você já ouviu, está enganado: você saberá que tem em mãos algo completamente diferente ao virar a primeira página. 

Nêmesis persegue a violenta fantasia de dar vida ao maior de todos os vilões numa atrevida e implacável epopeia de ação, ultra violência e humor hiperbólico ao estilo Millar (Kick-Ass, O Procurado) e McNiven (Guerra Civil)!

A comparação entre Nêmesis e Batman para no momento de que eles são órfãos e ricos. A partir daí, é só sangue e violência extrema sendo jorrada pelas páginas do gibi.

Que acompanha cinema e gibis sabe que o Mark Millar foi fisgado por Hollywood e seus produtores.
Nêmesis não chega ser um gibi ruim, ele tem bons momentos e inteligentes diálogos. Porém, foi feito para ser adaptado para o cinema.

Millar criou uma história digna de ser filmada e, só!

Uma pena, pois o personagem renderia boas histórias. E Millar sabe disso, ele demonstra ótimas ideias que não são desenvolvidas para que haja espaços para as páginas de quadro inteiro, duplas, frases de efeito e cenas de catástrofes.

E os clichês são bem desenhados por Steve Mcniven, que usa e abusa da sua arte para nos impressionar com a violência. Vê que ele já criou visualmente o que podemos esperar quando o filme for feito.
Parece birra minha com o gibi, mas ele é ótimo. Pouquíssimos erros. O que chateia mesmo é a sensação de ideia desperdiçada para criar um roteiro de cinema e não uma história em quadrinho. 

Millar pisou na bola.

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