Batman é você?
Ele é um filho do privilégio, herdeiro de bilhões
após a morte de seus pais. Possui uma frota de carros de luxo, um hangar cheio
de aviões e incontáveis traquitanas tecnológicas ao seu dispor. Trajando uma
máscara e uma longa capa esvoaçante, ele é um homem de branco lutando
incansavelmente pela causa em que acredita. Mas, se você pensa que Mark Millar
e Steve McNiven estão contando uma história que você já ouviu, está enganado:
você saberá que tem em mãos algo completamente diferente ao virar a primeira
página.
Nêmesis persegue a violenta fantasia de dar vida ao maior de todos os
vilões numa atrevida e implacável epopeia de ação, ultra violência e
humor hiperbólico ao estilo Millar (Kick-Ass, O Procurado) e McNiven (Guerra
Civil)!
A comparação entre Nêmesis e Batman para no momento
de que eles são órfãos e ricos. A partir daí, é só sangue e violência extrema
sendo jorrada pelas páginas do gibi.
Que acompanha cinema e gibis sabe que o Mark Millar
foi fisgado por Hollywood e seus produtores.
Nêmesis não chega ser um gibi ruim, ele tem bons
momentos e inteligentes diálogos. Porém, foi feito para ser adaptado para o
cinema.
Millar criou uma história digna de ser filmada e,
só!
Uma pena, pois o personagem renderia boas histórias.
E Millar sabe disso, ele demonstra ótimas ideias que não são desenvolvidas para
que haja espaços para as páginas de quadro inteiro, duplas, frases de efeito e
cenas de catástrofes.
E os clichês são bem desenhados por Steve Mcniven,
que usa e abusa da sua arte para nos impressionar com a violência. Vê que ele
já criou visualmente o que podemos esperar quando o filme for feito.
Parece birra minha com o gibi, mas ele é ótimo.
Pouquíssimos erros. O que chateia mesmo é a sensação de ideia desperdiçada para
criar um roteiro de cinema e não uma história em quadrinho.
Millar pisou na
bola.

Nenhum comentário:
Postar um comentário